Mais do que isso…

Alguma vez você já parou para refletir sobre a sua vida? Em algum momento você se viu questionando a si mesmo, se você é feliz? Uma vez li em algum lugar que ninguém é feliz o tempo inteiro, que o que temos são momentos de felicidade. Levando em consideração que oscilamos muito em nossas emoções (ora estamos tristes, outrora estressados, eufóricos e etc.), podemos então considerar que isso seja verdade.

Afinal, como poderíamos avaliar então o nível de felicidade? Pensando, talvez, com qual frequência você tem se sentido pleno, tem sorrido ou sentido uma emoção diferente, que te impulsionasse? Isso é sinônimo de felicidade para você?

Felicidade para mim é tipo isso. Quando me sinto tão bem comigo mesma, ao ponto de olhar tudo ao meu redor (trabalho, amigos, relacionamento, vida sexual) e considerar que tudo está lindo.

Mas será que trazer essa indagação em pauta já caracteriza em menos felicidade, só por haver a dúvida? É normal você gostar da sua vida, mas não de todos os aspectos dela? Será que foi daí que veio o ditado: “Nem tudo é perfeito.”?

Já é o meu segundo relacionamento que percebo o meu tesão na pessoa diminuir após um tempo. Dizem que é comum isso acontecer com a rotina, mas qual seria a média de tempo para isso? Da primeira vez foi em um ano, já desta depois de dois. Dizem que apimentar a relação ajuda, mas como poderia se, no caso, a minha vontade é de apimentar com outra pessoa? Rs.

Sinto falta da novidade. Da variedade. Daquele frisson que sentimos quando ficamos excitados com alguém. É uma sensação tão gostosa, te faz sentir vivo! Enérgico! Você imediatamente visualiza o ato sexual com urgência e necessidade. São sensações tão maravilhosas e intensas, mas que, infelizmente, desaparecem com o tempo.

Acredito eu que qualquer pessoa que está me lendo, que já tenha sentido isso, concorda comigo. Sendo assim, por que vivemos numa sociedade engessada, que estipulou que relacionamentos sérios precisam ser monogâmicos? Quem criou isso? A religião? O Cristianismo? Cada vez mais começo a pensar que estamos lutando contra a nossa real natureza.

O ser humano não nasceu para ser monogâmico. Novidade nos atiça, rotina nos cansa, gostamos de emoções novas e desafios. O que tem de errado nisso? Por que temos que nos prender a uma única pessoa, com tantas possibilidades de experiências a serem vividas?

Tesão independe de amor.

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